pé ante pé
copos de espuma ressequida,
cacos de vidro no ar.
uma fracção de segundo. um momento parado.
um momento fotográfico, cinematográfico...
cacos espalhados, sangue.
Caiu... e fez-me sangrar,
Cor de sangue, Bebe, Bebo, sabe-me a não ser nem estar...
SAÍDA!Porta trancada sem chave, cabeças a bater no ar,
risos, inverte-se a posição vertical, cacos de pessoa no chão, cai, risos,batem cabeças no ar
momento fotográfico, cinematográfico...
quero agarrar-me à barriga, pés pisam riscos, dançam sorrisos, flectem-se joelhos descalços,
colam-se os sapatos ao chão,
colo e descolo e desloco,
deslocam-se lentamente os cacos no ar. . .
.
. .
. ..
.
. . ..
já o chão é de terra,
já é lama,
é matéria de enformar...
Aviso: poema que se vê com os olhos.

5 Comments:
é a primeira vez que noto em ti uma verdadeira evolução. A linha entre um simbolismo de pessanha e um romantismo cru de alguns poemas de Lord Byron é ténue. Este poema vive na fronteira.
uma grande resposta, uma bofetada de luva branca a quem disse que "a lola não quer cá poesia"
BEM ....
Estas a ficar mais complexa com o tempo ! E eu a pensar que agora era só linhas direitas e palavras medidas , significados com sentidos .. mas nao ...
Esse poema , faz me lembrar aqueles padroes dos psik para analiar o sub consciente de alguem ...entao mas ...
o que é que está a ver ???
Lembro-me agora de uma pequena num quarto com uma colcha amarela , passeios em calçadas frias e questoes morais e existenciais .. espero que um dia pegues nisso outra vez .
Mt bem lola,tens o meu apoio continua com essa força nas palavras...
Ó lola...ca granda bebedeira!!!!!
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